quinta-feira, 2 de julho de 2009

PEC VAI RESGATAR O DIPLOMA DE JORNALISTA


O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) apresentou nesta quarta-feira uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para tornar obrigatório o diploma para a profissão de jornalista. O Supremo Tribunal Federal (STF) havia declarado nula, no mês passado, a exigência prevista em um decreto-lei de 17 de outubro de 1969. As informações são da Agência Senado.


A proposta, contudo, permite que pessoas sem diploma possam colaborar com textos ou artigos e que jornalistas que já atuavam sem formação universitária, antes da edição do decreto, continuem na profissão. Esses jornalistas, contudo, precisariam de um registro regular. O decreto-lei já previa a existência de colaboradores, que deveriam se restringir a um terço das contratações da empresa.


"Uma consequência óbvia da não obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão seria a rápida desqualificação do corpo de profissionais da imprensa do País. Empresas jornalísticas de fundo de quintal poderiam proliferar contratando, a preço de banana, qualquer um que se declare como jornalista. Era assim no passado, e resquícios desse período ainda atormentam a classe jornalística de tempos em tempos", argumentou o parlamentar.


O senador afirmou ainda que o jornalista deve seguir critérios éticos e técnicas específicas que exigem a formação acadêmica. O parlamentar argumentou também que a presença de colaboradores nas redações é prova de que a liberdade de expressão é respeitada. Médicos, advogados e outros profissionais, por exemplo, poderiam redigir textos técnicos sobre suas áreas.


PRAZO
De acordo com o ministério, a comissão começa a funcionar no próximo dia 19 e os trabalhos durarão 180 dias.

A COMISSÃO
A comissão formada pelo Ministério da Educação (MEC) deve traçar novas diretrizes curriculares para os cursos de jornalismo e apontar, no seu relatório, para a necessidade de qualificação profissional em nível superior para os jornalistas.


Foi o que revelou em entrevista Alfredo Vizeu Junior, membro da comissão e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo ele, o grupo está finalizando o texto que será apresentado em breve ao ministro Fernando Haddad.


“A nossa preocupação é de qualificar cada vez melhor esse profissional que tem uma intervenção fortíssima na sociedade. Com as plataformas digitais, nós temos conceitos hoje que não existiam antes. Por isso uma atividade específica, singular, precisa ter formação superior”, disse Vizeu.

A comissão também vai apresentar uma proposta de formação em jornalismo para aqueles que têm curso superior em outras áreas. Nesse caso, a comissão vai recomendar a criação de mestrados profissionalizantes para garantir a qualificação necessária.


O relatório da comissão não tem efeito na regulação do mercado, mas traz orientações a respeito da formação dos profissionais da área. O professor disse ter ficado “surpreso” com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao suspender a obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística.


“Tenho o maior respeito pelos membros do STF, mas me surpreendeu o desconhecimento dos ministros a respeito do campo jornalístico. Produção de notícia e de informação exige um profissional qualificado com formação superior”, defendeu.


Para garantir uma formação qualificada que permita aos profissionais estarem preparados para os novos desafios da comunicação, a comissão vai sugerir algumas mudanças na estruturação dos cursos de jornalismo. Entre elas, está a ampliação da carga horária dos cursos das atuais 2,7 mil horas para 3 mil horas. Outra orientação é para um equilíbrio entre prática e teoria. Os estudantes serão obrigados a cumprir o estágio supervisionado para receber o diploma.


“Os cursos de graduação deverão formar um profissional capaz de enfrentar os desafios e demandas que a sociedade coloca no século 21. A postura ética precisa ser fortemente trabalhada, é uma singularidade da atividade”, afirmouVizeu.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

FRITANDO O DINOSSAURO


A GRANDE PERGUNTA


A grande pergunta que todos gostariam de fazer a “Dom Bigodon” foi feita por Danilo Gentilli, repórter do programa “CQC” com muita propiedade ontem (01/07) , “Sarney como você se sente em não ser tão poderoso quanto se pensava?", o rapaz acabou ficando sem resposta. Mais na saída, o velhaco oligarca voltou a ser cercado pelo "CQC" e por jornalistas, mas preferiu não comentar nada.

Acorda Alice: Valeu CQC, Valeu Gentilli. Quem não tem como explicar parte mesmo para violência, ele está achando que está no seu curral eleitoral, o Maranhão, onde a família quarentona ameaça a todos aqueles que querem dizer a verdade.

Blog do Garrone: Sarney joga a toalha e renuncia ao Senado logo mais.


A página da revista Veja na internet garante que Sarney anuncia hoje à noite a sua renúncia. A decisão foi tomada hoje pela manhã depois que o PT anunciou que também irioa defender a sua renúncia. Leia matéria da coluna Radar, assinada por Lauro Jardim.

José Sarney decidiu renunciar à presidência do Senado. Ele oficializará essa posição hoje à noite quando conversar com Lula, que está chegando da África.

A decisão foi tomada hoje de manhã. Ontem, à noite, numa conversa com os filhos, também se disse decidido a sair da tormenta, renunciando. Os três filhos, Roseana, Sarney Filho e Fernando, apóiam a decisão. Marly, mulher de Sarney, é outra que pediu ao marido que saia de onde está.

Sarney espera que a renúncia bote fim na sequência de revelações sobre nepotismo que minaram sua capacidade de reação diante da crise. Com a renúncia, quer fazer valer a afirmação que fez num discurso na tribuna do Senado há duas semanas: “A crise não é minha, é do Senado”. Saindo de cena, espera jogar no colo dos outros senadores a bomba da crise.

Mas e se Lula na conversa de hoje à noite pedir para Sarney ficar?

Segundo o que ficou acordado na reunião de hoje de manhã, Sarney não recuará. Dirá que está cansado, que quer sair. Embora seja impossível cravar que, diante de uma insistência de Lula, ele não volte atrás - e, politicamente, se aproveite disso.

Sarney assumiu a presidência do Senado (pela terceira vez) há quatro meses. Não teve um dia sequer de paz: a podridão do Senado emergiu com uma força incontrolável. Desde o seu primeiro mês na presidência, já vinha falando em sair.

Repórter do "CQC" é agredido por seguranças de Sarney


Acorda Alice!!! Que os parlamentares de Brasília nunca foram muito com a cara dos engravatados do "CQC" todo mundo já sabe. Mas daí partir para a violência já é demais, né?


O repórter Danilo Gentili, do programa da Band, foi derrubado pelos seguranças do presidente do Senado, José Sarney, nesta quarta-feira na capital federal.


Segundo a assessoria de imprensa da emissora, o repórter, coincidentemente, chegou ao Congresso Nacional junto com o presidente do Senado. Assim que Danilo tentou abordar Sarney, foi agredido com socos e empurrões por um dos seguranças do político.


Mesmo assim, o repórter insistiu e continuou as perguntas. Logo após Sarney se afastar, um segundo segurança agarrou o repórter por trás e o jogou no chão.


Ainda de acordo com a assessoria, tudo foi filmado e deve ir ao ar na próxima segunda-feira (6).
A Band também pretende se manifestar sobre o ocorrido no jornal da emissora.


No Twitter, Danilo confirmou a informação. "O segurança do Sarney acabou de fazer comigo o que queriam fazer com ele: me derrubou! Apanhei feio!", postou o repórter.


Recentemente José Sarney impediu que os integrantes do programa entrassem no Senado, mas teve que voltar atrás da decisão.

TCU CONDENA COORDENADOR GERAL DO GRUPO GAYVOTA


O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou Airton Ferreira da Silva, então coordenador do Grupo Gayvota, na época do acordo firmado com a Secretaria Executiva do Ministério da Cultura, a devolver aos cofres do Tesouro Nacional R$ 44.196,50, valor atualizado, e pagar multa de R$ 2 mil. Os valores repassados a entidade tinham como objetivo apoiar a realização do projeto GLTB 2005 – II Parada do orgulho pela diversidade sexual de São Luiz (MA).


O coordenador foi condenado por não comprovar a realização do evento e pela inexistência de prestação de contas, não provando a boa aplicação dos recursos públicos. A cópia da decisão foi encaminhada pára a Procuradoria da República no Maranhão, cabendo recursos ainda a decisão. O ministro Augusto Sherman Cavalcanti foi o relator do processo.

LAR DOCE LAR



LIVRE COMO UM PASSARINHO


Por 9 votos a favor e 4 contra, o deputado do castelo, Edmar Moreira (sem partido-MG), foi absolvido pelo Conselho de Ética (sic) da Câmara dos deputados, apesar do relatório do deputado Nazareno Fonteles (PT), que pedia a cassação de Edmar.Um deputado se absteve do voto.
Acorda Alice: Francamente!!! Esse é maravilhoso pais da injustiça e da impunidade.

PT diz sim. Lula diz não.

(Por Adriana Vandoni)
Em reunião no começo desta tarde, a bancada do PT decidiu pedir o afastamento de Sarney da presidência do senado por 30 dias.


A amiga Ideli e o cumpanhêro Aloísio foram dar a notícia à Sarney. OBS: ambos vestidos de preto e Aloísio com cara de agente funerário, veja a foto.


Porém, Sarney não aceitou a sugestão, pois vai atender ao pedido de Lula de esperá-lo para só depois tomar uma decisão.


Mesmo com a decisão da bancada petista, Mercadante defendeu o cumpanhêro Sarney: "Não achamos [ele] que a responsabilidade pela crise do Senado é de Sarney".

DEU NO BLOG DO NOBLAT: A NOVA DOR DE CABEÇA DE ROSEANA SARNEY


Quem viu por aí João Alberto de Souza, 73 anos de idade, atual vice-governador do Maranhão pelo PMDB?

No último dia 2, ele assumiu o governo em substituição à governadora Roseana Sarney (PMDB), que se licenciou do cargo para operar um aneurisma cerebral em São Paulo.

Roseana e ele chegaram ao poder em meados de abril último depois que o Tribunal Superior Eleitoral cassou os mandatos do governador Jackson Lago (PDT) e do seu vice, acusados de compra de votos.

Na quarta-feira da semana passada, João Alberto decidiu viajar a Brasília parar contactos com ministros - e fez o que a lei não o obrigava a fazer: transmitiu o cargo para o deputado Marcelo Tavares (PSB), presidente da Assembléia Legislativa e adversário político dele e de Roseana.

Desapareceu depois disso. Pode estar ainda em Brasília. Ou ter voltado a São Luís e se refugiado em casa - não se sabe por que.

Primo de José Reinaldo, ex-governador do Maranhão e inimigo declarado do clã dos Sarney, Tavares assumiu o cargo com rara desenvoltura.

No primeiro dia despachou no Palácio dos Leões, sede do governo do Estado. No segundo, acompanhado de secretários, assessores e correligionários, embarcou para Imperatriz, a segunda cidade mais importante do Maranhão.

Promoveu um comício por lá. Criticou Roseana. Reuniu-se com o PSB local e demais partidos que se opõem aos Sarney. Estimulou-os a seguirem se opondo.

No último fim de semana visitou municípios da Baixada Maranhense. Arregimentou ali a oposição ao governo de Roseana. Acenou com tempos melhores. E até prometeu a assinatura de alguns decretos antes de dar por findo seu curto período de governo.

Roseana recupera-se da operação em Brasília. Só deverá reassumir o governo na próxima semana.

O paradeiro do vice João Alberto continua um mistério.



BLOG DO NOBLAT http://oglobo.globo.com/pais/noblat/